Como a CRIAmov transforma rotina em combustível criativo
- CRIAmov - produtora de vídeo
- 13 de jul.
- 3 min de leitura
Boas ideias raramente surgem prontas. Antes de ganhar forma, elas costumam passar por observação, repertório, testes e muitas conexões. É nisso que a CRIAmov, produtora de vídeo de Brasília, aposta ao tratar a criatividade como hábito constante. Para a equipe, é na prática diária que o talento ganha forma.
A ciência reforça essa percepção. Shelley Carson, professora da Harvard Extension School e doutora em psicopatologia experimental pela Universidade Harvard, dedica parte de suas pesquisas a compreender como o cérebro produz ideias criativas. Segundo ela, essa capacidade pode ser desenvolvida por meio da prática e do estímulo diário.
Repertório e criatividade
Na CRIAmov, esse exercício passa, antes de tudo, pela construção de repertório.
“Adoramos buscar inspiração em filmes, livros, museus e até em coisas ordinárias, como uma paisagem no caminho para o escritório. No fim das contas, o exercício da criatividade está em todo lugar. Tudo depende de como observamos o mundo”, conta Gabriel Nakanishi.

A dedicação também muda o jogo. “Quando a pessoa já tem, de forma intrínseca, uma criatividade mais aflorada, ao juntarmos com a prática constante, o resultado com certeza será extraordinário”, afirma Henrique Ferreira.
Nesse processo, as redes sociais deixam de ser apenas entretenimento e passam a funcionar como ferramenta de pesquisa. “É inevitável conviver com a internet hoje em dia, então buscamos direcionar ao máximo o uso delas para referências e tendências. Tem muita coisa boa por lá, basta saber filtrar e onde procurar”, diz Guilherme Nakanishi.
Criatividade demora?
Quem trabalha sob pressão costuma ouvir que grandes ideias precisam de tempo. Na prática, porém, elas muitas vezes surgem de referências acumuladas ao longo da rotina.
“Acumulamos referências o tempo todo, desde propagandas de padaria até formatos de entrevistas documentais. Quando você guarda essas referências em algum lugar de fácil acesso, aquilo vira um verdadeiro acervo de criatividade. O pulo do gato acontece quando você conecta uma dessas ideias a uma demanda específica”, considera Gabriel Nakanishi.

Mais do que consumir conteúdo, a equipe também acredita na troca de experiências “Particularmente, conhecer pessoas traz novas perspectivas. Perfis criativos nas redes sociais, livros, filmes e músicas também são valiosos. A dica é estar sempre disposto a ampliar o repertório”, revela Theo Marins.
Até momentos de lazer acabam alimentando novos projetos. “Outro dia, assistindo a um show, me peguei imaginando diferentes formas de aplicar aquelas referências nos projetos que estamos desenvolvendo”, relata Gabriel Nakanishi.
Pausas para criar
Se o repertório se constrói em movimento, as boas ideias nem sempre surgem no ritmo acelerado da rotina. Na CRIAmov, o chamado ócio criativo também faz parte do processo.
“Ninguém consegue trabalhar em alto desempenho o tempo todo, e esses momentos servem justamente para recarregar as energias. Cada pessoa faz isso de um jeito. Aqui na CRIA, incentivamos muito essas pausas. Uma pessoa energizada, bem-humorada e motivada certamente tem um potencial criativo maior”, frisa Henrique Ferreira.
Os bloqueios criativos também são encarados com naturalidade. “Quando eles aparecem, a solução costuma estar na colaboração”, complementa Sergio Hudson

Sem pressão!
Na avaliação da equipe, tentar criar sob excesso de pressão costuma produzir o efeito contrário.
“A gente acredita que o trabalho criativo precisa ser leve. Um erro comum é tentar forçar a criatividade. Ela precisa ser estimulada, não pressionada”, afirma Gabriel Nakanishi
Para quem deseja desenvolver esse olhar criativo, o conselho é reduzir a autocobrança.“Muitas das melhores ideias surgem nos momentos mais simples e inesperados. A dica é conduzir o processo com mais leveza e respeitar o próprio ritmo. Cada pessoa encontra seu caminho”, aponta Gabriel Nakanishi





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